Um ato profano hoje acontece neste bar.
Ao badalar da meia noite, as carruagens hão de raspar o
cascalho, em direção ao pecado..
Nobres cavalheiros, com suas
exuberantes posses.
O cheiro do poder, e de colônia.
As cortinas de seda, e o abajur cor de carne
Ali estava minha cadeira, dentre todos esses indivíduos
Singulares
Um estava com dívidas mortis
O outro, apenas entediado
A maioria, queria se sentir vivo
E eu, era o rei.
O som dos licores a tilintar
E as putas com seus firmes seios,
Expostos,
Esperando uma lasquinha de prazer
Saliva, sangue, suor
Gemidos e gritos
O som do chicote estalando no salão, e eu aqui,
Pensando em você.
Com todas as possibilidades
E todos os poréns
Meu membro firme só se lembra de uma coisa
E você sabe do que se trata.
Um verme rasteja aos meus pés
Embriagado, eu sorrio
Vai ser uma boa diversão,
Ao menos
Até sua chegada.
Espero que não demore
Porque nem as putas
Nem os licores
São mais capazes de me entreter
O show hoje é meu, mas em breve será seu também
Trocaremos fluídos como dois
Animais carnívoros
Debaixo das minhas garras
Sim, você agora é meu
E vai fazer tudo o que eu disser
Não é?

-DJ
Deixe um comentário